segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Por trás do Backstage*
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Not so far.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Täglich
Uma janela. Aguns adesivos de jeans, uma cortina e uma vista. Duas árvores. Mil estrelas. Movimentos cósmicos. Átomos de hidrogênio. E de hélio. Reações químicas. Alguns planetas, outro tanto de luas, um sol vagando por aí. Um par de olhos. Curiosos e observadores. Movimentos sutis.
Uma televisão. Ligada. Um programa sensacionalista e emburrecedor. O tédio. O tédio. O tédio. Uma idéia. Um disco de vinil. Uma música. Uma cama. Um par de olhos. Fechados.
Mais sinapses. Mais pensamentos. Mais lembranças. Mais sensações. Dois ou três nós na garganta. Um chiado. Uma agulha. Fim do disco.
Cores. Formas. Um vazio. Um par de olhos muito bem fechados. O mesmo par de olhos. Muito abertos. Imagens P&B. Um lugar estranho. Construções inacabadas. O meio da tarde. Pássaros. Areia. Terra. Muros. Buracos grandes de janelas. Vestes no estilo do começo do século. O passado, é claro. Passos. Largos, curtos, errantes, certeiros. Círculos. Oscilantes. Espiralados...
Cores. Formas. Um vazio. Um par de olhos muito bem abertos. O mesmo par de olhos. Muito fechados. Imagens coloridas. Sensação de estar num lugar conhecido.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Quant le nostalgie...
Feliz dia dos namorados à todos aqueles que estão compromissados hoje. Tenham a fineza de passar bem longe de mim com seus fofinhos, tchutchuquinhos, cuticutinhos e nenenzinhos, porque eu nem sei mais quantos dias dos namorados eu passei solteira! Mato mesmo ;)
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Para falar da morte de alguém que amo.
Acostuma-te à lama que te espera!
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Postei mesmo pra simbolizar a morte repentina de alguém que amo muito. Alguém que criei, perdi noites de sono e dias a me dedicar, alguém que mudou a mim mesma para depois partir sem motivo aparente. Alguém que amava como amiga, como filha, como mãe. Alguém que me deve sua vida, e ao mesmo tempo devo minha vida a ela.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Sonho de uma tarde de verão.
"Talvez seja verdade que duendes existam, que fadas estão por aí, que fiandeiras teçam nosso destino aos pés de uma árvore. Faz-me bem esta crença. Faz-me bem cheiro de terra com lenha. Faz-me bem tardes chuvosas com músicas nostálgicas. Faz-me bem o ato de mexer no cabelo dos outros. E faz-me bem mexerem no meu cabelo.
Passei a definir a minha verdade. Definitivamente, não quero seguir nessa estrada com um peso morto em minhas costas. Não quero segurar uma pedra onde minha opinião foi gravada a ferro por terceiros. Pretendo escrevê-la a lápis num bloco de notas barato, para que ela possa estar sempre aberta a mudanças. Lapidá-la-ei com o tempo, com a mesma calma que um joalheiro lapida um delicado diamante. Só quero que no final ela valha todo o meu esforço. Valha cada passo dado, cada centímetro desta jornada.
Mas enquanto eu estiver caminhando, vou me demorar todo o tempo que for possível. Vou sentar em todas as copas de árvores grandes e confortáveis onde eu souber que existam serezinhos mágicos. Vou olhar em cada espelho que souber que poderá aumentar minha neurose quanto a cabelos, espinhas, sobrancelhas. Vou parar em cada esquina onde tocar um som vibrante de rock'n'roll e eu souber que lá posso encontrar pessoas rindo e batendo os cabelos. Vou me afastar da minha personalidade para ser dominada por alguma outra bem mais interessante em cima de um palco, e pretendo me demorar o maior tempo possível por lá. Explorarei os cantos mais sujos desta nova personalidade, procurando nela alguma explicação para a minha própria. Vou sentar em algum lugar macio [às vezes, nem tão macio assim], fechar os olhos e viajar para outros mundos na primeira nota de flauta que me vier à mente. Pretendo me sentar numa pedra e contemplar o pôr-do-sol em todos os dias que chovam bastante, esses mesmos que deixam o final da tarde com um lindo brilho rosa e laranja. Quero parar em algum lugar e ler romances folhetinescos à luz de vela. Outras vezes, não precisam ser tão folhetinescos e nem tão precariamente iluminados assim.
De uma coisa eu tenho certeza, mesmo que seja a filosofia mais barata do mundo: este segundo não volta, e não tenho chance de consertá-lo a menos que eu faça o próximo valer dez vezes mais a pena. Portanto, é só isso que quero a partir de hoje: fazer valer a pena. Não importa como, quando, onde e nem por que. O que importa é que tudo deve valer a pena. "
Parido por mim, em algum dia frio de dezembro de 2008.
